domingo, 5 de julho de 2009

"Eu me viro bem com a solidão." É?

O meu lema até um dia desses era: "Eu me viro bem com a solidão", e de certa forma me virava muito bem, sim! Nunca tive problemas de chegar em algum lugar sozinha, de sentar em um restaurante, fazer um senhor pratão e comer na mesa sem companhia, meus amigos costumavam fazer uma quentinha da comida do restaurante e ir comer em casa, e achavam esquisito que eu preferia sentar ali mesmo e comer, ainda que sozinha. Ora, porque não?
Nunca tive problemas de sair sozinha para ir fazer compras no Shopping, nem de ir a eventos acadêmicos sozinha, mas não iria deixar de ir só porque meus amigos não iriam. Não tinha problemas de ficar sozinha em casa, sempre arranjava o que fazer, e sempre soube me fazer companhia.
Com o passar do tempo fui ficando meio sozinha, os amigos foram morar longe, eu fui morar longe da família, meus horários não batem com os de algumas pessoas que gosto de sair, mas nunca me senti solitária.
Hoje não, hoje me sinto SOZINHA, apesar de ter perto algumas pessoas queridas por perto. Acho que a solidão não é não ter as pessoas perto, mas o contrário, é tê-las debaixo das asas. Solidão é quando você não se adapta à certas mudanças, perde o bonde, e vive em uma outra dimensão, e eu perdi o bonde, ou me fizeram perder, não sei.
Solidão não é quando não se tem pessoas, mas quando não se tem significados, razão! Só não queria terminar como Clarice Lispector, pelas palavras de Caio Fernando de Abreu: "morreu sozinha, sacaneada, desamada, incompreendida, com fama de "meio doida”".
E era só!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Atropelo de fases



Passeando por sites de fotografia, e comentando alguns trabalhos, me deparo com as imagens acima. Fotografias de uma menina, muito jovem e indiscutivelmente muito talentosa, autora do trabalho acima.
Acho que indiscutivelmente é um trabalho lindo, mas desde o primeiro momento que vi, algo soou estranho e fora de sintonia com a montagem das caras e bocas. Cara, pose, bocas, cabelos, de mulher em um rosto ainda muito infantil. São indiscutivelmente fotografias com forte "apelo sexual" em um rosto muito jovem, o que acaba ficando esquisito para quem olha (ou pelo menos para quem olha com olhos de responsabelidade, e não apenas para quem comenta a imagem vendo na menina um pedaço de carne, já pronta para o "abate").
O corpo meio nu (ou dando a entender que está nu), na outra imagem, o cabelo assanhado da forma que está, a maneira da boca entreaberta, etc... pois é, uma imagem vale mais que mil palavras.
Acho que é isso que acontece em tempos modernos, meninas, são mulheres muito cedo! E eu acho isso extremamente esquisito, sim! Isso na verdade me assusta, e eu deifinitivamente não acho bonito! É interessante meninas que são meninas, que vivem a fase da vida em que se encontram, nem precisam brincar de boneca, se não gostam mais, acho que é até permitido usar um saltinho, batom e ir paquerar, mas ainda assim sem atropelar as fases, isso é possível, menina, pode ser menina, mocinha, moça simplesmente, mas mulher ainda não!











[Fotografia de Fernanda Liberti]

terça-feira, 23 de junho de 2009

O "Sete peles"

Eu conheci o diado!
Cuidado, ele é encantador! Ser em forma de homem, homem alvo, sereno, bonito. Tem a voz suave, sorriso que faz todos os outros lábios ao redor sorrirem!
Ele tem um bom papo, e parece um grande homem! É culto, e te trata sempre muito bem.
Cuidado, ele é mau!

  ©Template by Dicas Blogger.

TOPO